segunda-feira, 30 de março de 2026

Distração digital

                                   Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                         DISTRAÇÃO DIGITAL

Sabe quantas vezes verificamos nosso celular, em média, por dia? 221 vezes. Segundo Hertz (2020), isso soma 3h15min de uso diário médio, quase 1200 horas por ano. Olha que estes dados são de 2020. Certamente os números são bem maiores no momento.

A distração digital se tornou tão preocupante que em lugares como Sydney, Tel Aviv e Seul, os urbanistas tomaram a seguinte medida: instalaram luzes de pare/siga nas calçadas para que os pedestres possam perceber e ver se é seguro atravessar a sua sem se desviarem os olhos da tela. Assustador, não é? E quer ver como tal medida deu certo? Na Coreia do Sul, depois da instalação das luzes pare/siga, as lesões de pedestres caíram 20% e as mortes, 40%. E o que tudo isso nos sinaliza? Estamos mais preocupados em estar conectados, que ter atenção para evitar um possível atropelamento.

A grande questão é que o uso do smartphone não deve ser criticado, uma vez que todos os meios de comunicação que revolucionaram determinadas épocas, tiveram muitas críticas. O que não devemos é deixar de entender o papel que ele deve ter em nossas atitudes diárias. Isso é tão real, que o uso indiscriminado do celular, tem feito com que a cortesia e a civilidade sejam substituídas por um movimento de solidão cada vez mais premente.

Em um estudo recente, pesquisadores descobriram que desconhecidos sorriem menos uns para os outros quando estão com seus celulares. Isso para não dizer de momentos trágicos oriundos destas distrações que têm levado muitas pessoas para o cemitério. Nos últimos anos, vários bebês morreram porque seus pais estavam distraídos com o celular.

Em um caso extremos, ocorrido no Texas, uma mãe alegou que havia deixado sua filha de oito meses no banho “por apenas alguns minutos enquanto cuidava do outro filho”. Quando a polícia analisou seu celular, descobriu que ela havia passado 18 minutos no Facebook. Minutos que foram fatais para seu bebê.

Esse é um caso extremos, mas quantas vezes no dia a dia, testemunhamos de crianças sendo negligenciadas, deixadas sozinhas, enquanto os pais estão distraídos com o celular navegando nas redes sociais.

Será isso justo? Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

segunda-feira, 9 de março de 2026

O que aconteceu com o ritual de ir ao cinema?

 

Foto: Divulgação.

Durante muito tempo, ir ao cinema foi mais do que assistir a um filme. Era programa, ritual, experiência coletiva. Escolher a sessão, sair de casa, comprar ingresso, sentar na poltrona e esperar a sala escurecer fazia parte de um hábito que movimentava não apenas a indústria, mas também a forma como as pessoas viviam o entretenimento.

Hoje, esse ritual parece estar passando por uma mudança importante.

Nem mesmo os grandes blockbusters, com orçamentos milionários e campanhas globais, garantem mais o resultado de antes. O cinema segue movimentando cifras enormes, claro, mas já não encontra o público com a mesma facilidade. Produções caríssimas vêm ficando abaixo das expectativas, e até franquias que antes pareciam imbatíveis começam a sentir o desgaste.

Mas talvez a questão mais interessante não esteja apenas nos números. O que está em jogo também é comportamento.

Ir ao cinema ficou caro. Em muitos casos, um ingresso somado ao tradicional combo de pipoca e refrigerante transforma um passeio simples em um pequeno evento financeiro. Diante disso, muita gente faz a conta e decide que a experiência já não vale tanto quanto antes, principalmente quando o mesmo filme, ou algo parecido, estará disponível em casa em pouco tempo.

Só que não é só preço.

Há uma mudança na relação das pessoas com o tempo, com a atenção e com a convivência. O espectador que antes aceitava a experiência coletiva como parte do encanto agora encontra mais conforto no streaming, no controle remoto, na pausa para o banheiro, no sofá e no ambiente sem interrupções externas.

E isso nos leva a um ponto delicado: o comportamento dentro das salas.

Celulares acesos, conversas em voz alta, entradas e saídas constantes, falta de constrangimento diante do incômodo causado ao outro. Sempre existiu algum grau de desrespeito, mas hoje parece haver menos vergonha em ser inconveniente. E esse detalhe, que pode parecer pequeno, muda completamente a experiência.

O cinema, como espaço coletivo, depende de um pacto mínimo de presença e atenção. Quando esse pacto se rompe, ele deixa de competir apenas com o streaming e passa a competir com algo ainda mais profundo: a dificuldade contemporânea de sustentar silêncio, foco e convivência.

Talvez seja esse o centro da questão.

Mais do que a falta de bons filmes ou a força das plataformas digitais, o que está mudando é a maneira como as pessoas querem viver histórias. O cinema pede deslocamento, tempo, dinheiro, paciência e disponibilidade. E talvez uma parte do público já não queira — ou já não consiga — oferecer tudo isso.

No fim das contas, a pergunta deixa de ser apenas “por que as pessoas estão indo menos ao cinema?” e passa a ser outra: o que as pessoas estão buscando hoje quando escolhem como, onde e com quem querem viver uma experiência cultural?

Porque, quando o ritual muda, não é só o mercado que muda com ele. As pessoas também.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Carlos Augusto Rodrigues.

A Era sem contato

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SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                      A ERA SEM CONTATO

Noreena Hertz conta de uma experiência que teve em um mercado em Manhatan em que sendo monitorada por muitas câmeras não encontrou ninguém para ajuda-la em suas compras - se acaso tivesse alguma dúvida – mas apenas terminais, leitores de códigos de barras para fazer o pagamento. Além da solidão do local, tinha o silêncio que a incomodou muito. Não havia interações. Apenas consumidores tendo uma relação bem objetiva com a máquina.

Entendemos que esta é uma tendência que cresceu muito após a pandemia, mas o que isso está fazendo conosco. Talvez seja esta a grande pergunta que devemos levantar: o que toda mudança social incide sobre mim e/ou a sociedade ao meu redor?

Entendemos que tudo isso colabora para que o distanciamento seja uma pedra de toque do nosso tempo. E sabe de uma coisa? Sabia que a geografia muito colabora com esta verdade!?

Pesquisas confirmam que pessoas que vivem em ruas com pouco volume de tráfego têm três vezes mais conexões sociais, amigos e conhecidos que pessoas que vivem em lugares onde a rua tem um tráfego mais intenso. E é fácil entender o porquê. Ruas mais tranquilas trazem mais segurança para os moradores, sobretudo para as crianças que gostam de brincar fora de casa. Isso alimenta nossa necessidade de comunidade.

Percebemos muitas ações interessantes acontecendo. Muitos lugares, como Cobilândia e Jardim América, ganharam praças e espaços de conexão que são verdadeiros promotores da fraternidade. Pessoas se encontram, conversam, se conectam criando laços importantes para a saúde total.

Em Cariacica (ES), o governo construiu uma orla que além de embelezar o lugar, serve como um espaço de integração, onde as pessoas conversam, fazem atividades físicas, andam de bicicleta, criando assim uma atmosfera de movimento comunitário onde pulsa a vida.

Vimos aí que existem lugares de distanciamento e lugares onde podemos treinar nossa conexão social. Que possamos buscar equilíbrio nestas partes para que a vida ganhe um tom mais colorido.

E sigamos pensando...  

Um grande abraço para você!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Márcia Conrado se consolida como referência nacional em gestão pública municipal

   Márcia Conrado se consolida como referência nacional em gestão pública municipal




No coração do sertão pernambucano, onde cada avanço é fruto de luta e perseverança, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, construiu uma gestão marcada por presença, compromisso e cuidado com as pessoas. Sua trajetória ultrapassou as fronteiras do município e hoje é reconhecida também em Brasília como exemplo de liderança pública que transforma realidades com trabalho sério e sensibilidade social. Márcia é reconhecida por ministros do governo federal, por lideranças da base nacional do PT e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das melhores gestoras municipais do país. O reconhecimento não surge por acaso. Ele nasce de resultados concretos, de uma administração organizada e, principalmente, de uma forma de governar que coloca as pessoas no centro das decisões. Quem acompanha de perto a rotina da prefeita percebe um traço marcante: proximidade. Márcia visita bairros, escuta moradores, participa de agendas institucionais e mantém diálogo constante com lideranças locais. Essa postura humaniza a gestão e cria um ambiente de confiança entre poder público e população. Serra Talhada vive um ciclo de transformações estruturais importantes. Investimentos em infraestrutura, ampliação de serviços de saúde, fortalecimento da educação e políticas sociais voltadas às famílias que mais precisam fazem parte de um planejamento consistente. A cidade cresceu com organização e responsabilidade fiscal, mantendo equilíbrio nas contas públicas e ampliando oportunidades. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, é um dos que manifestam admiração pela condução administrativa de Márcia Conrado. Para ele, a prefeita representa uma geração de gestores comprometidos com resultados e com uma visão moderna de administração pública. Em Brasília, seu nome já circula como referência de boa prática na gestão municipal. Márcia reúne capacidade técnica, articulação política e sensibilidade social, características que a colocam entre as prefeitas mais bem avaliadas do Brasil segundo lideranças políticas e integrantes do governo federal. O que diferencia sua atuação é o equilíbrio entre firmeza administrativa e olhar humano. Não se trata apenas de executar obras ou cumprir metas. Trata-se de transformar a realidade das pessoas, garantir acesso a direitos e fortalecer a autoestima de uma cidade que hoje se orgulha de sua gestão.



Foto: Divulgação
Fonte: Blog Revista Total Brasil

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Como funciona a mente solitária

                                 Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                       COMO FUNCIONA A MENTE SOLITÁRIA

A solidão é tão devastadora que ela atinge uma ação inconsciente extremamente necessária para a vida humana: a empatia.

Diversos estudos têm mostrado que as pessoas solitárias têm uma resposta mais hostil às ações de outros, como o estudo da professora de Harvard, Jacqueline Olds. Ela diz que pessoas que são solitárias se revestem de uma casca protetora que nega a necessidade de companhia.

Outro estudo revela que as pessoas solitárias têm um nível tão reduzido de empatia, como dizemos no início da conversa que, muitas vezes, ficam alheias ao sofrimento de outras pessoas. Isso acontece porque a parte do cérebro ligada a empatia – temporoparietal – tem sua atividade reduzida.

Também, o córtex visual, que é a parte do cérebro que normalmente processa o estado de alerta, atenção e visão, é estimulado. Isso significa que as pessoas solitárias reagem rapidamente a algum estímulo, ou seja, agem mais pela vigilância que pela perspectiva.

Todavia, a solidão não é um estado individual. E já percebemos isso nos escritos que estamos desenvolvendo. Houve um estudo realizado no King´s College de Londres com 2 mil adolescentes de 18 anos em 2019. Os estudiosos pediram para que os participantes e seus irmãos, pudessem avaliar a cordialidade dos vizinhos. Os irmãos mais solitários consideraram a vizinhança menos cordial e menos confiável do que o irmão ou a irmã que sofriam menos de isolamento. Segundo o professor John Cacioppo, a solidão opera moldando o que as pessoas pensam e esperam umas das outras.

E se pensarmos em uma questão macro diante destes ditos, quantas mudanças sociais poderiam ser estabelecidas se a raiva, a hostilidade, a propensão para considerar o ambiente ameaçador, insensibilidade e empatia diminuída não fizessem parte do cérebro solitário de boa parte da população que habita neste planeta.

E sigamos pensando...

Um grande abraço para você!

Distração digital

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